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sábado, 9 de janeiro de 2010
PARA COMEÇAR BEM 2010 - WANDA LANDOWSKA - PEQUENA BIOGRAFIA DE UMA GRANDE MUSICISTA
Landowska nasceu em Varsóvia, onde seu pai era advogado e sua mãe lingüista, tendo traduzido Mark Twain. Começou aos 4 anos a aprender piano e estudou no Conservatório de Varsóvia com Kleczynski e Michalowski. Estudou também composição com Heinrich Urban em Berlim. Depois de se casar em 1900, em Paris com o folclorista polonês Henry Lew, passou a ensinar piano na Schola Cantorum (1900-1912).
Mais tarde, ensinou cravo em Berlim, na Hochschule für Musik (1912-1919). Profundamente interessada em musicologia e particularmente nas obras de Bach, Couperin e Rameau, visitou os museus da Europa procurando instrumentos de teclado originais. Adquiriu instrumentos antigos e novos, fabricados conforme suas instruções por Pleyel and Company. Estes eram instrumentos grandes, pesados, com 16 pedais com muitas características herdadas da construção de pianos.
Várias obras novas, importantes, foram escritas para ela: El Retablo de Maese Pedro, de Manuel de Falla marcou o retorno do cravo à orquestra moderna. Mais Tarde, Falla escreveu para ela um concerto para cravo e Francis Poulenc compôs para ela seu Concert Champêtre.
Landowska criou a École de Musique Ancienne em Paris, em 1925: a partir de 1927, sua casa em Saint-Leu se tornou um centro de execução e estudo de música antiga. Quando a Alemanha invadiu a França, Landowska, judia, cidadã francesa naturalizada, escapou com sua assistente e companheira Denise Restout, deixando Saint-Leu em 1940, ocultando-se no sul da França e, finalmente, navegando de Lisboa aos Estados Unidos. Chegou a Nova York em 7 de dezembro de 1941. Sua casa em Saint-Leu foi saqueada e seus instrumentos e manuscritos foram roubados. Portanto ela chegou sem quaisquer bens aos Estados Unidos. Em 1949 estabeleceu-se em Lakeville, Connecticut, trabalhou como concertista e professora, fazendo várias turnês pelos Estados Unidos. Sua companheira, Denise Restout foi editora e tradutora de seus escritos sobre música, inclusive Musique Ancienne e Landowska on Music.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Villa-Lobos, 50 anos de ausência.
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Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 5 de março de 1887 – Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1959) foi um maestro e compositor brasileiro.
Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do Modernismo no Brasil, compondo obras que enaltecem o espírito nacionalista onde incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas.
Biografia
Filho de Noêmia Monteiro Villa-Lobos e Raul Villa-Lobos, foi desde cedo incentivado aos estudos, pois sua mãe queria vê-lo médico. No entanto, Raul Villa-Lobos, pai do compositor, funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador, deu-lhe instrução musical e adaptou uma viola para que o pequeno Heitor iniciasse seus estudos de violoncelo. Aos 12 anos, órfão de pai, Villa-Lobos passou a tocar violoncelo em teatros, cafés e bailes; paralelamente, interessou-se pela intensa musicalidade dos "chorões", representantes da melhor música popular do Rio de Janeiro, e, neste contexto, desenvolveu-se também no violão. De temperamento inquieto, empreendeu desde cedo escapadas pelo interior do Brasil, primeiras etapas de um processo de absorção de todo o universo musical brasileiro. Em 1913 Villa-Lobos casou-se com a pianista Lucília Guimarães, indo viver no Rio de Janeiro. Em 1915 realiza o primeiro concerto com obras de sua autoria.
Em 1922 Villa-Lobos participa da Semana da Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo. No ano seguinte embarca para Europa, regressando ao Brasil em 1930, quando realiza turnê por sessenta e seis cidades. Realiza também nesse ano a " Cruzada do Canto Orfeônico" no Rio de Janeiro. Seu casamento com Lucília termina na década de 30. Depois de operar-se de câncer em 1948, casa-se com Arminda Neves d'Almeida a Mindinha, uma ex-aluna, que após sua morte se encarrega da divulgação de uma obra monumental. O impacto internacional dessa obra fez-se sentir especialmente na França e EUA, como se verifica pelo editorial que o The New York Times dedicou-lhe no dia seguinte a sua morte. Villa-Lobos nunca teve filhos.
Em 1960, o governo do Brasil criou o Museu Villa-Lobos no Rio de Janeiro.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Angela Gheorghiu
Tendo por nome de solteira Angela Burlacu, nasceu na vila de Adjud, na Romênia. Filha de um motorista de trem que demonstrava interesse por música clássica.
Assistindo a programas de televisão sobre música erudita, apresentados por Leonard Bernstein, ela e a irmã, Elena, se interessaram desde cedo pelo canto, tornando-se pequenas celebridades em sua cidade natal.
Aos 14 anos, foi encaminhada ao Liceu George Enescu, em Bucareste, para aprimorar seus talentos,[2] onde se tornou aluna de Mia Barbu - de quem disse "ser sua única professora" -, que tentou fazê-la entrar nas aulas de canto clássico, que só admitiam alunos a partir de 16 anos. Assim, Gheorghiu teve de estudar por dois anos em classes de música popular.
Depois desse período, foi para a Academia de Música da capital e lá se graduou aos 23 anos. Sua estréia profissional teve lugar em 1990, como a Mimì de La Bohème, na Ópera de Cluj.
Após a queda do regime de Nicolae Ceausescu, Gheorghiu pôde desenvolver sua carreira internacional, aparecendo em concertos televisivos em Amsterdã e fazendo audições no Covent Garden, onde foi convidada a debutar em La Bohème. A soprano, porém, preferiu algo mais singelo, e assim debutou em 1992 como Zerlina, de Don Giovanni. De todo modo, causou excelente impressão, e seguiram-se participações na Wiener Staatsoper em 1992 (Adina, L'Elisir d'Amore), e no Metropolitan Opera de Nova York em 1993 (Mimì).
Em 1994, fez testes com Georg Solti para uma nova produção de La Traviata. Supõe-se que, após ouvi-la, o regente disse: "I was in tears. I had to go out. The girl is wonderful. She can do anything!" ("Eu caí em lágrimas. Precisava sair dali. Essa moça é maravilhosa. Ela pode fazer qualquer coisa!").[4] De fato, do dia para noite, sua primeira Violetta catapultou Gheorghiu para a fama.
Em 1996, Angela Gheorghiu casou-se com o tenor francês Roberto Alagna. Desde então, os dois formam um dos mais famosos casais da ópera, cantando diversas vezes juntos tanto nos palcos quanto em estúdios
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
EUGENY KISSIN - O MAGNIFICO
Seu primeiro contato com o teclado de um piano deu-se quando tinha 2 anos de idade.Sua mãe ensinou-lhe as primeiras lições.Quando completou 6 anos,ingressou na Gnessin School of Music, em Moscou, onde foi aluno de Anna Pavlovna Kantor. Sua primeira apresentação pública deu-se quando tinha 10 anos, quando foi o solista em uma performance de um concerto de Mozart.Aos 11 anos, apresentou seu primeiro recital solo. Em 1984, com apenas 12 anos, tocou os concertos 1 e 2 de Chopin, perante uma grande audiência, no Conservatório de Moscou. Em 1988, apresenta-se no Festival de Salzburg.No mesmo ano, a gravação de sua performance como solista do Concerto nº1 de Tchaikovsky,com a Filarmônica de Berlim, sob a regência de Herbert von Karajan,é transmitida ao vivo pela televisão. Seu primeiro recital em Nova Iorque deu-se no Carnegie Hall, em 1990. Em 1995, é nomeado "Instrumentista do Ano", pela revista Musical America. Em 1996, na Rússia, recebe o prêmio "Triunfo pela Excelência". Em 1997, torna-se o primeiro pianista a apresentar um recital solo no BBC Proms(Promenade Concerts), em Londres. Sua vasta discografia inclui composições de Chopin,Rachmaninov,Schumann,Schubert,Brahms,Haydn,Mozart,Beethoven,Liszt,Scriabin,Tchaikovsky,Mussorgsky,César Franck,Medtner,Prokofiev,Shostakovich e Stravinsky
domingo, 3 de agosto de 2008
MARTHA ARGERICH
Martha Argerich (Argentina, 5 de Julho de 1941) é uma pianista de origem argentina. A sua aversão pela imprensa e publicidade afastou-a das câmeras durante quase toda a sua carreira, tendo dado relativamente poucas entrevistas. Em resultado disso é menos conhecida do "grande público" que outros artistas de envergadura semelhante. É largamente reconhecida como uma das maiores pianistas virtuosas de seu tempo.
Um dos seus grandes amigos é o pianista brasileiro Nelson Freire, com quem tocou em duo em vários recitais .(Tem uma participação no filme Nelson Freire (2003), do documentarista João Moreira Salles).
Martha Arherich conta com uma das melhores interpretações do grande Concerto para Piano nº III de Rachmaninoff (Rach 3), considerada por muitos como a sua versão definitiva
domingo, 27 de julho de 2008
GLENN GOULD
sexta-feira, 18 de julho de 2008
RHAPSODY IN BLUE
RHAPSODY IN BLUE, foi composta por GEORGE GERSHWIN em 1924. Combina elementos de música classica e jazz. Foi orquestrada por Ferde Grofé três vêzes, em 1924, 1926 e finalmente 1942. Sua primeira apresentação foi feita em 12 de fevereiro de 1924, em Nova York, pela banda de Paul Whiteman com Gershwin ao piano. A versão para orquestra, se tornou a mais popular peça para concertos Americana.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
BRAHMS - Variações sobre Tema de Haydn - Op.56a e Op.56b
As "Variações de Brahms sobre um Tema de Haydn", consiste em um Tema em Si b Maior, oito Variações e Final. A Obra foi composta no verão de 1873. Foi publicada em duas versões: as Variações para dois pianos, escritas primeiro, mas designadas Op.56b, e a mesma peça em versão orquestral como Op.56a. A peça tem geralmente 18 minutos de duração. A primeira apresentação com orquestra foi feita em Novembro do mesmo ano em que foi composta, sob a regência de Brahms, com a Orquestra Filarmônica de Viena. O "score": piccolo, 2 flautas, 2 oboés, 2 clarinetes,2 fagotes, 2 contrafagotes, 4 cornes francês, 2 trompetes, tímpano, tiângulo e a sessão normal de primeiros e segundos violinos, violas, cellos e contrabaixos.